Mostrar mensagens com a etiqueta história Antiga. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta história Antiga. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 21 de abril de 2015

Decifrando a antiguidade (FENÍCIOS)

Aqui abaixo segue uma atividade para ser realizada com alunos do Fundamental.
O objetivo dessa aula é que os alunos se familiarizem com a cultura comercial dos fenícios.
A finalidade é sair da exposição tradicional de falar das características, e por meio de um texto da própria antiguidade possamos trabalhar a cultura, não apenas dos fenícios, mas do "mundo antigo".
O texto a ser decifrado aborda os povos que mantinham relações de comércio com os Fenícios, e os produtos comercializados. Foi escrito por um outro povo da antiguidade (que deve ser descoberto pelos alunos), não cita o termo "povo fenício", mas cita Tiro, Sidom e Biblos cidades fenícias (isto deve ser percebido pelos alunos).
Ao final dessa lição os alunos conhecerão a relação dos povos antigos com os produtos, terão uma noção de como a rede de comércio faz expandir a cultura de um povo. Durante a atividade se pincela sobre os egípcios, persas, hebreus e gregos (povos tradicionalmente estudados na antiguidade).
O maior legado dos fenícios foi a cultura comercial marítima e o alfabeto. Por meio dessa atividade podemos abordar a complexa rede comercial da antiguidade em torno do Mediterrâneo e do Oriente Médio, e a necessidade desse povo estabelecer um alfabeto composto por letras, e não símbolos complexos, para facilitar a escrita de produtos, povos e nomes de sociedades que possuem diferentes troncos linguísticos.
Dinâmica:
O professor separa a turma em duplas e distribui os papeis. Cada papel tem o local para colocar o nome da dupla, um espaço para o arqueólogo e para o historiador (os alunos serão tratados pelo professor como historiadores e arqueólogos. Nesse momento o professor pode resumir aos alunos o que são esses profissionais.
Na primeira parte, os alunos deverão decifrar o texto, que está escrito com uma fonte parecida com o hebraico, mas você deve estar visualizando com uma fonte normal, caso não consiga copiar esse texto para os alunos na fonte em eu coloquei, baixe para o computador onde irá imprimir a atividade (você encontra essa fonte com o nome jerusalem http://www.netfontes.com.br/view.php/jerusalem.htm ). Seguindo as informações abaixo, eles deverão destacar e anotar os nomes dos produtos, cidades e povos eu encontrarem no texto, além e descobrir quem escreveu e para quem escreveu. Demorar-se de 20 a 30 minutos.
Na segunda parte, o professor irá pedir que, em ordem, os grupos digam a listagem que fizeram, os demais grupos devem complementar suas listas. E o professor deve passar aquilo que faltar. Se ainda houver tempo, o professor já começa apresentando produtos, cidades e povos. Aqui não é necessário anotar, é um momento para os alunos falarem junto com o professor o que sabem dos produtos e povos. Em geral, essa segunda parte toma também uma aula inteira. Pois depende muito da dinâmica da turma  sobre como ela interagiu com o segundo momento da aula.

O trabalho de um historiador, ou de um arqueólogo passa por decifrar escritos antigos. Muitos escritos não foram preservados, como por exemplo, da civilização dos cretenses. Mas os escritos de certos povos do Oriente Médio, devido a importância religiosa que eles tinham, foram preservados.
Aqui abaixo temos um desses textos. Caros jovens historiadores, sua tarefa é, junto ao seu colega arqueólogo é: 1 – Conseguir ler o texto e extrair as seguintes informações:
2-que povo teria escrito esse texto; 3 – de que povo o texto está falando; 4 – (com a ajuda do seu professor e de mapas) identifique as cidades e civilizações que fala no texto; selecione e classifique os tipos de mercadorias que o texto fala.
Lembrem-se, a comunidade acadêmica do mundo todo depende do trabalho de vocês, sejam atentos e cuidadosos como bons historiadores e arqueólogos. Esse texto pode trazer grandes explicações de como eram as civilizações que viviam do comércio.

Ezequiel 27.1-27

cante um canto fúnebre sobre Tiro que se considera a entrada para o mar, o mercador do mundo, o comerciante entre as ilhas distantes.

Isto é o que o Senhor diz: Tiro se orgulha e diz: Sou a embarcação perfeita imponente, vistosa.

Você governou os altos mares com base em sua beleza real, elaborada à perfeição. Seu madeiramento veio dos zimbros do monte Hermom. Um cedro do Líbano supriu seu mastro. Fizeram seus remos com robustos carvalhos de Basã. Ciprestes de Chipre incrustados de marfim foram usados no convés. Suas velas e sua bandeira eram de linho colorido e bordado do Egito. Os toldos de púrpura do convés também vinham de Chipre. Homens de Sidom e de Arvade empunhavam os remos. Seus experientes marinheiros, ó Tiro, eram a tripulação. Os carpinteiros do navio eram velhos artesãos de Biblos. Todos os navios do mar e seus marinheiros se agrupavam em torno de você para trocar mercadorias.

“‘Seu exército era composto de soldados da Pérsia, os lídios e gente de Pute, Tropas de elite em uniformes esplendorosos. Eles colocaram você no mapa! Sua polícia urbana era importada de Arvade. Eles penduravam seus escudos nos muros da cidade: um toque final e perfeito na sua beleza. “‘Társis continuou a fazer negócios com você por causa da sua grande riqueza. Eles trabalharam para você, trocando prata, ferro, estanho e chumbo por seus produtos.

“‘A Grécia fazia negócios com você, trocando escravos e bronze por seus produtos.

Bete-Togarma trocou cavalos de carga, de guerra e mulas por seus produtos.

“‘O povo de Rodes fez negócios com você. Muitas ilhas distantes pagaram seus produtos com marfim e ébano.

“‘Edom fez negócios com você por causa de todos os seus bens. Eles pagaram seus produtos com ágata, tecidos púrpura, panos bordados, linho fino, coral e rubis.

“‘Judá e Israel fizeram negócios com você. Eles pagaram seus produtos com trigo seleto, painço, mel, óleo e bálsamo.

“‘Damasco, atraída por sua vasta diversidade de produtos e depósitos repletos, fez negócios com você, pagando com mel de Helbom e lã de Zaar.

“‘Danitas e gregos de Uzal fizeram negócios com você, usando ferro, cinamomo e especiarias como produtos de troca.

“‘Dedã negociou, com você, mantos de sela.

“‘A Arábia e todos os beduínos de Quedar negociaram cordeiros, carneiros e cabras com você.

“‘Mercadores de Sebá e Ramá, no sul da Arábia, fizeram negócios com você, pagando com especiarias seletas, pedras preciosas e ouro.

gente do leste da Assíria e da Média negociaram com você, trazendo roupas elegantes, tecidos coloridos e tapetes bem trabalhados para suprir seus bazares.

“‘Os grandes navios de Társis eram seus cargueiros, tanto para exportar quanto para importar. Ah, era tudo um grande negócio para vocês, mercadores dos mares!

“‘Seus marinheiros remam com todo vigor, levando você até alto-mar. Então, uma tempestade do Oriente despedaça e afunda seu navio.
 


 

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Atividade sobre os fenícios

Afim de trabalhar, com os alunos do 6º ano do ensino fundamental, sobre a civilização fenícia, propomos uma atividade que eles leiam um documento histórico da antiguidade, e possam organizar um quadro com dados que o professor poderá desenvolver.
A proposta é que essa atividade seja feita em duas aulas.
Um material deve ser entregue aos alunos, que em dupla, eles devem decifrar.
Trata-se de um texto do Antigo Testamento, Ezequiel 27.-1-27, mas o texto deve está escrito com uma letra que passe uma noção de texto da antiguidade.
http://www.netfontes.com.br/fontes.php/categ_1.5_3.htm nesse site você pode encontrar algumas fontes interessantes.
Os alunos devem responder as seguintes questões:
Quem é o povo que escreveu o texto, para quem o texto é dirigido.
Em seguida, devem catalogar os nomes de locais, povos, cidades etc e de produtos que são comercializados.

Na segunda aula, o professor irá conferir com os alunos se eles conseguiram decifrar essas questões e quais cidades e produtos eles conseguiram descobrir.
Nesta segunda aula, o professor falará sobre as cidades Fenícias, sobre os contatos delas com os povos mediterrâneos e também sobre as finalidades dos produtos comercializados.
Nesta segunda aula o professor pode explicar sobre as condições de desenvolvimento de uma civilização como a dos fenícios, uma sociedade organizada na tassalocracia (sistema de navegação).
Os fenícios se desenvolveram em torno do Mediterrâneo

Ao final dessa atividade a turma terá trabalhado as questões comerciais dos fenícios, além de conhecer as malhas comerciais do Oriente Próximo.
Como uma atividade adicional, o professor pode pedir aos alunos que pesquisem sobre alguns produtos e o uso deles.

sábado, 4 de abril de 2015

Administração política de Salomão

Negócio entre poderosos
O ano é 970 a.C. Na terra dos hebreus, no reino unido de Israel, governava Salomão, filho de Davi. Salomão vivia de maneira favorável, como os membros de uma realeza bem sucedida. A história está narrada na Bíblia, no 1º livro dos Reis, capítulo 5.

Salomão fizera um projeto de construção do templo do deus hebreu. Por seu caráter diplomático, ele entrou em contato com o rei fenício Hirão, que reinava em Tiro. Negociou com ele os cedros fenícios e a contratação em parceria de trabalhadores fenícios.

O contrato de trabalho fazia valer acordos que envolvia geração de emprego para hebreus e fenícios. A madeira seria cortada, e os fenícios a transportariam via costa marítima até os portos israelitas. Em relações de parceria, Israel forneceria mantimentos anuais para os fenícios enquanto se mantivesse as remessas de cedro.

No reino de Salomão houve uma grande geração de emprego. Fala-se de um número de 180 mil trabalhadores e mais de 3 mil para supervisionar as obras. Contudo, não podemos pensar que eram mar de rosas, em 1º livro dos Reis 12, relata-se que as condições de trabalho, na construção de suas grandes obras monumentais, eram humilhantes e pesadas.

Ao final das obras, o templo ficou majestoso. Uma obra digna dos grandes monumentos da antiguidade como as pirâmides. Assim como os povos de seus ancestrais da mesopotâmica, a busca de erigir suntuosos templos para seus deuses, Salomão também tinha a preocupação de transmitir ao seu povo que deveriam temer a Deus, bastava observar a riqueza de sua "morada".

Mas Salomão era um homem com ambições e interesses de vantagens políticas. No capítulo 9 nos é dito que ele foi finalizar o contrato firmado com Hirão, rei de Tiro, e lhe passou terras com algumas cidades. Contudo, no versículo 13 temos a informação de que ele deu as piores terras que poderia dar. Hirão se irritou, e somente por isso que Salomão, em seguida, passou-lhe quantias de metais preciosos, para compensar o desentendimento.

Salomão também agiu de maneira tirânica com os povos que viviam nos arredores de seu reino. Dos versos 20 a 23 afirma que ele escravizou esses povos. Aparentemente, como o estado de Israel de hoje, que trata os palestinos como povo de segunda categoria, Salomão tratava os outros povos da mesma maneira.

Seu caráter oportunista e diplomático se revelou mais quando ele fez uma aliança com o Faraó (21ª dinastia), casando-se com a filha do faraó, Salomão também se casou com a conhecida rainha de Sabá. Tudo para manter a boa política. Também fez tratados, talvez matrimoniais com a rainha africana da Etiópia, que lhe cobriu de ouro e marfim africanos.

O reino de Salomão, de acordo com seus Escritos enriqueceu assustadoramente. Salomão se mostrou um político em todos sentidos, aderindo todos os deuses que os seus parceiros comerciais adoravam.

Em relação a política interna, Salomão tinha um funcionário chamado Jeroboão que não partilhava da mesma opinião sobre os trabalhos forçados. Talvez não apenas por um desejo solidários aos escravos, mas Jeroboão também se sentia esquecido quanto Salomão aproveitar suas habilidades, pois apenas se encarregava de vigiar escravos no trabalho. Jeroboão foi perseguido pelo rei e teve de fugir, foi para o Egito e ganhou proteção de um parente da primeira esposa de Salomão.

Quando Salomão morreu, seu filho passou a governar Israel. Jeroboão achou que era uma boa que ele voltasse e buscasse uma solução para sua condição política. Houve um encontro do novo rei, Jeroboão e outros nobres de Israel. Todos estavam de acordo que o novo rei, Roboão deveria terminar a servidão, e melhorar as relações com o povo de seu reino. E compartilhar a governança com os demais nobres hebreus. O novo rei não via dessa forma, agiu com  tirania e provocou a divisão do seu reino.

A habilidade política de Salomão não era partilhada por seu filho. Uma grande tragédia para um reino é a governança de um rei incapacitado para o cargo. Apesar de ser filho de Salomão, Jeroboão não tinha a mesma autoridade e poder que seu pai desenvolveu com seus súditos. Um grande estadista, administrador, teve também um filho que destruiu toda estrutura social que seu pai edificou.

domingo, 29 de março de 2015

Território do antigo Povo Hebreu

O antigo reino hebreu, também chamado de Israel era uma pequena faixa de terra que ficava na Palestina (Crescente Fértil). Seu território, visto do norte para o sul ia desde a cidade de Dã até Berseba (descrito no livro de I Samuel 3.20), o que dá no máximo 240 km. De oeste a leste, temos o litoral mediterrâneo até a depressão do rio Jordão, ao norte 85 km de extensão e ao sul 120 km. Formando um “trapézio”. Como os valores são aproximados, e não seguem os limites geográficos exatos, temos um total de 25 mil Km2. Para pensarmos como é essa área, a Grande São Paulo possui 8 mil Km2, o Estado de Sergipe possui 22 mil Km2.


Em direção do litoral mediterrâneo para o Mar Morto (Oeste-Leste, temos a Filistía (ao sudoeste com suas 5 grandes cidades (I Samuel 6.4): Pelo Sul ao Norte: Gaza, Ascalom, Gate, Asdode e Ecrom

Caminhando para o interior do país (orientação Oeste-Leste), não andaremos muito, basta uns 20 a 30 km para avistarmos os montes ondulantes, uma série de colinas de 400 a 900 metros de altura, com vales onde foram travadas diversas batalhas (Juízes 14.15; I Samuel 17) dos Hebreus pela posse e permanência na região.

Após essas colinas temos a depressão do Jordão, um grande vale que desde do Monte Hermon até o Mar Morto (orientação Norte-Sul). Nesta depressão nós temos o mar da Galiléia que alimenta o rio Jordão que, por sua vez, desemboca no mar Morto.

Mar Morto – Se encontra a 392 m abaixo do nível do mar. Não há possibilidade de vida naquelas águas devido a alta salinidade. Mas com os seus montes e suas centenas de cavernas é um lugar perfeito para esconderijos estratégicos em batalhas. Foi por aquela região que o rei Davi se refugiou de seu oponente ao trono, o rei Saul (I Samuel 23.29).

Rio Jordão – Com 18 a 25 metros de largura, mantido pelo desgelo do Hermon no norte. Sua vegetação guarda animais selvagens Jeremias 49.19, dessa vegetação Salomão tirou o combustível para sua empreitada metalúrgica (I Reis 7.45-47).