quinta-feira, 16 de abril de 2020

A formação da Polis no período Arcaico


Ao analisar o processo de formação da Polis, podemos entendê-lo como algo que ocorreu com o desenvolvimento do comércio e como consequente a este, houve a necessidade de uma proteção para manutenção deste comércio. Assim, depois do período chamado de Idade das Trevas, mercados e unidades defensivas foram caracterizando o espaço urbano onde se desenvolveu a polis.
Polis (Cidades Estado)
Na região continental da Grécia, podemos anotar as poleis (cidades) de Atenas e Tebas; no Peloponeso, Esparta e Corinto; em outras regiões temos Mileto, Mitilene e Samos. Embora haja ocorrido em várias regiões, e durante o mesmo período (entre os séculos VIII e VII antes de Cristo), na maioria delas podemos notar alguns aspectos particulares de desenvolvimento cultural em relação às outras. Algumas se destacaram na literatura e nas artes, outras na filosofia e nas ciências[1].
Para falar de Polis, Finley[2] lembra que é usual o termo cidade-estado, pois, segundo ele,  assim melhor se definiriam essas organizações sociais. O termo cidade-estado remete ao significado moderno de cidade. Além disso, indica cidades com uma administração autônoma, como se fossem estados independentes em relação às demais cidades gregas. Por isso, quando se estuda esse período arcaico, precisa enfatizar que estamos estudando diferentes estados, diferentes “Grécias” e não um estado unificado como o Egito, ou Roma. 
Caso de Atenas
Para melhor sistematizar esse texto sobre a formação da Polis no período arcaico, vamos usar bastante o caso de Atenas, desde a Monarquia até a democracia. É importante lembrar que estamos tratando de uma forma específica de administração pública, e não o conceito de democracia que conhecemos hoje. Por isso, vamos entender que o que existiu neste período deve ser visto como Democracia Ateniense, sendo este um fenômeno próprio para Atenas.
É preciso que lembremos que em Atenas houve a democracia, mas outras cidades (poleis)  passaram por evoluções políticas semelhantes, mas diferentes. Inicialmente, notamos que muitas poleis reuniam-se em torno de uma monarquia e assim ficaram. Essas poleis existiram como monarquias, principalmente no período do século VIII a.C., visto que em cerca de 700 a.C. já se estruturavam as aristocracias que foram superando às monarquias e vindo a ser oligarquias. 
Para tomar as rédeas no governo da polis, algumas aristocracias davam uma forte ênfase religiosa, alegando que sua ancestralidade vinha dos deuses. Em algumas cidades como em Mileto, Tebas, Atenas e Esparta, a formação da Polis iniciava-se como uma monarquia, “evoluindo” para oligarquias e, no caso de Atenas, culminando na democracia. 
Olhando para o caso de Atenas, com o desenvolvimento econômico agrário, sobretudo do vinho e da oliveira, surgiram disparidades sociais. Alguns camponeses se endividavam, ao passo que outros cresciam e se tornavam poderosos. Esses últimos foram se organizando como oligarcas, que governariam a cidade, se consideravam os eupátridas, ou seja, os bem nascidos, que se arrogavam ter a herança de primeiros fundadores, ligados aos deuses.
Surgimento da Democracia de Atenas
Essa estrutura oligárquica foi se complexando desde 700 até 594 a.C., quando com Sólon, que foi eleito por grupos urbanos de Atenas que se solidarizavam com os camponeses, mudanças foram feitas para favorecer mais outros grupos atenienses que ficavam à mercê dos eupátridas. Sólon cancelou as dívidas dos cidadãos atenienses e, de certa forma, concedeu poderes políticos até mesmo para atenienses pobres. 
Tirania
Por meio de conflitos, vieram as ditaduras ou tiranias. As normas de Sólon que diminuíram as desigualdades entre os atenienses não agradaram, sobretudo aos ricos, e nem aos pobres não atenienses. Foi nesse clima de instabilidade que um nobre Pisístrato tomou o poder e desenvolveu a tirania, governando como um rei. Governava autoritariamente usando a forma de soldados mercenários, mas era considerado bondoso com a população. Destaco ainda aqui que a tirania não foi um período específico, mas por outras ocasiões, não historicamente contínuas. Surgiam outras figuras de tiranos; todavia, Pisístrato é o tirano que mais se destacou.
Clistenes consolida a democracia
Por fim, com uma revolução política, e uma maior consciência, desenvolveu-se democracia. Após a morte de Pisístrato, seus dois filhos não foram bem-sucedidos na continuidade da tirania. A assembleia do povo (Eklésia) escolheu Clístenes para Arconte (governador). Clístenes ficou conhecido como o pai da democracia ateniense. Este foi o ponto máximo do desenvolvimento político da Polis de Atenas.
Clístenes repartiu Atenas, ou melhor, a Ática (região de Atenas) em três espaços, o centro, o interior e o litoral. A finalidade dessa repartição foi para que houvesse representantes no Conselho (boulé) de todas regiões de Atenas. Após Clístenes, poderíamos continuar com outros atenienses que deram passos maiores para a democracia, como Péricles e Efialtes. 
Bibliografia
VERNANT, Jean-Pierre. As Origens do Pensamento Grego. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. 6ª 1991.


[2] Moses Finley. Economia e Sociedade na Grécia Antiga. 2013, p.04.

O índio sob a ótica da república (1910 - 1967)


Gestão do Serviço de Proteção ao Índio (SPI)
quanto mais inocentes e supostamente anódino [suave] os dados usados pelo pesquisador, maior a margem de impensado reproduzida” - Souza Lima. Não existe neutralidade que se preserve neutra. Tudo que se diz neutro, abre margem para zilhões de interpretações.
O SPI representa a ação do estado da 1ª república diante da questão indígena. O órgão tratou de um largo número de povos diferenciados, como se fosse um único povo. assim houve uma homogeneidade de concepções quanto ao exercício de suas tecnologias.
O SPI como parte do Ministério da Agricultura
Com a criação do Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio em 1906 há a preocupação com a situação do índio. O SPI surge como um órgão de importante grandeza para o país.
O Ministério da agricultura surge como característica da 1ª república em sua forma burocrática, sua importância se enquadra no processo de transição do trabalho escravo para o livre nas atividades centrais da economia brasileira, ou seja, atividades agrícolas.
Uma organização privada, a Sociedade Nacional de Agriculta (SNA) que abrangia um grupo de agricultores a margem da cafeicultura, é visto como força de influência política para a criação do ministério. A própria república do Café com Leite olhava com maior preocupação para o café, deixando todas outras culturas (açúcar, tabaco, borracha, e outras) em segundo plano.
O Convênio de Taubaté (1906) foi um fator que atrasou a organização do ministério. E a criação do Ministério veio com uma barganha política depois de benefícios dados aos cafeicultores.
Institucionalização e pressupostos do SPI
Rondon foi nomeado para gerir o SPI. O órgão surgiu sob a ideia de “criar um aparelho de poder sobre os índios”. Suas bases ideológicas estavam enraizadas no positivismo. Os índios eram considerados não civilizados, e o SPI surgiu como uma prática de controle, sobretudo com indígenas que estavam em terras de disputa com latifundiários.
Inclusive, o dia de organização do SPI reforça esse projeto positivista, 07-09-1910. O dia da independência do Brasil, ou seja, um símbolo de que o índio entra na nação brasileira. Mas, já em 1911 o SPI passa por reformas estruturais: Corte de verba, intenção de fazer do índio um pequeno-produtor. O índio deveria, sem escolha, entrar no modo produtivo do Brasil. Mas, sendo comparado ao pequeno e pobre produtor, sem grande capital, visto que o índio sempre produziu para sua subsistência.
Pedro de Toledo (Ministro da Agricultura) propõe um regime jurídico especial para os índios que só se materializou mesmo no Código Civil de 1928. Era posta sobre o índio a ideia de um grupo a ser civilizado; sem capacidade teria de viver sob a tutela do Estado.
O SPI solicitava aos Estados da União que julgassem quais terras pertenceriam às reservas indígenas. – Isto gerava uma possibilidade de barganha e conchavos políticos. Assim, terras indígenas não respeitavam as tradições dos povos originários, e sim de pessoas com interesses de lucro sobre as terras indígenas.
Presença dos Militares
A proximidade dos órgãos militares (Rondon era um militar da linha do Marechal Hermes da Fonseca) com os conceitos positivistas dos dirigentes do SPI que compreendiam que a presença militar era benéfica para os grupos indígenas. Os militares mostrariam a sua coragem no desprendimento para defender os limites da pátria.
Os índios hostis seriam combatidos defensivamente, os militares deveriam mostrar aos índios as relações de amizade, ou melhor dizendo, disciplinar o índio. “Conquistar terras sem destruir os ocupantes indígenas”, diziam os militares; e desta forma obter mão de obra para os grandes proprietários de terra.
SPI após 1932
Com a revolução de 1932, houve uma transferência do SPI do Ministério da Agricultura para o ministério da Guerra. O discurso era a favor de uma maior influência da educação positivista, nacionalista e militar no lugar da educação catequética religiosa (Nesta época, as reservas indígenas possuíam catequistas estrangeiros). Criando no índio um sentimento nacional deixando sua nação de origem e virando um “brasileiro”.
Esses positivistas viam os índios sob uma visão de que eles estavam em um estágio mais primitivo da evolução, pensava-se no índio como um ser inferior. Interessante que estes seres inferiores seriam os guardas das fronteiras, conforme dizia o SPI. Assim, a presença militar em controlar os índios era fundamental ao Estado Brasileiro.
Ditadura Getulista
 Expansão sobre o centro-oeste e o parque do Xingu
Com a “Marcha para o Oeste” – frase getulista, vem a intensificação da demarcação do território de limites internacionais. Em 1939 é criado o Conselho de Proteção aos Índios, com fins de estudar a proteção dos índios e seus costumes e línguas. Surge, também, a Fundação Brasil Central para efetivar a colonização (povoamento) do Centro-oeste brasileiro, este órgão trabalharia junto ao SPI.
Surge a ideia da criação do parque do Xingu para que os índios tivessem sua fauna e flora, numa espécie de estufa do povo indígena. Este espaço sempre ficaria preservado pelas forças armadas (aeronáutica e exército). Os índios seriam “ratos de laboratório”.
Período Democrático e Golpe de 1964
Em 1945 a ideia de preservação e aculturação foram medidas protecionistas, em que civis que geralmente eram pessoas preparadas pelo ensino superior podiam participar. O Brasil já viva com grandes centros universitários, considerava-se que essa elite intelectual poderia participar e contribuir na inserção do índio a nação brasileira
Trabalhou-se também a preocupação, protecionista, em observar se os índios já tinham condições de lidar com a economia e o mercado nacional.
Em 1967, sob o regime militar, suspeito de irregularidades, encerra-se o trabalho do SPI e inicia-se a FUNAI.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

As histórias sobre a história do Brasil

Quando se fala em história do Brasil, sempre surgem questões de divergências sobre alguns tópicos: Cabral descobriu o Brasil? Cabral sabia, ou não sobre a rota para o Brasil? Nossa história pacífica, diferente de outros países, como Estados Unidos ou México que tiveram guerras? Nossos personagens como: Borba Gato, Raposo Tavares, Zumbi, Tiradentes, D. Pedro I eram heróis?
Essas perguntas dependem de como se conta a história. Por exemplo, Tiradentes (1792) era um rebelde e vilão até 1890, quando então, a república entendeu que ele era um líder que lutou pela justiça em Minas gerais.
Os Bandeirantes podem ser vistos como grandes desbravadores e fundadores de muitas cidades brasileiras, como também podem ser vistos como homens cruéis que mataram índios e negros. Tudo isto depende de como se conta a história do Brasil.
Tiradentes é uma figura que pode ser descrita de diversas formas. Se fossemos estudar a história da Inconfidência Mineira contada pelo Reino de Portugal, Tiradentes seria um criminoso que queria prejudicar a arrecadação de impostos e pregar a rebeldia contra a ordem pública. Ou ainda, ele pode ser descrito como um mártir que, como Jesus Cristo, se entregou pela causa do povo mineiro, ou como um guerreiro como os líderes militares que lutaram pela independência da América, como Simon Bolivar.

ATIVIDADE
Analise as imagens de Tiradentes, descreva como cada um quis apresentar Tiradentes:



O povo Inca

O povo inca tem algumas características singulares. Embora não tivessem letras escritas, possuíam um sistema de correspondência invejável para aqueles tempos. Além de que, mesmo sem realizar registros escritos sobre coisa alguma, eles possuíam um instrumento de fazer contas e capacidade arquitetônica sem comparação.

A imagem apresenta o sistema de estradas, a espinha dorsal do império Inca. 40 mil km que serviam para manter controle, unidade e serviços em todo império Inca.
As províncias (semelhantes a estados) Incas tinham subdivisões e controle populacional, pessoas moravam de acordo com as determinações do império. 
As províncias tinham em média 10 mil habitantes.
Pelas estradas, corriam os chasquis. Chasquis (corredores) eram funcionários do império responsáveis por levar notícias de uma província ou de aldeias para outras regiões do império. 
Os chasquis comunicavam sobre recursos, demandas, impostos. 
As estradas tinham paradas, a cada 20 ou 30 km havia os tambos, estalagens próprias para o descanso dos chasquis.
Em cada tambo, uma troca de corredores se realizava. Após correr 20 ou 30 km, um chasqui passava para outro as informações e esta outro seguia pela estrada mais 30 km, deste modo, cada chasqui viajava apenas 20 ou 30 km por dia.

Quando as informações eram passadas aos chasquis, eles não possuíam nada escrito para transmitir, mas memorizavam alguns dados e levavam consigo um instrumento tipo um ábaco (para registrar contas), chamava-se quipu.
Veja algumas imagens sobre o quipu para entender melhor.

inca ostentando um quipu

modelo de quipu

como fazer uso do quipu 01

como fazer uso do quipu 02

como fazer uso do quipo 03
exemplo do quipu 03: 132 arcos; 417 flechas; 3 torres 





1 - Um cordão com um pouco mais de 1 metro, possuía vários cordões menores que estavam amarrados ao cordão principal.
2 - Os cordões menores possuíam cores correspondentes ao tipo de informação (quantidade de cereais, ou outros suprimentos, quantidade de armas, soldados, pessoas).
3 - Os cordões eram subdivididos em unidade / dezena / centena / milhar.
4 - Cada divisão era marcada com um nó correspondente a um número.
5 - O nº 01 - nó simples; nº 02 - nó duplo; nº 03 - nó triplo, até o nº 10 com um nó de dez voltas.

Os chasquis e o quipu foram elementos importantes no desenvolvimento desse império, pessoas e instrumentos que serviam para manter o controle do estado, a distribuição de recursos e serviços, além de controle militar para casos de guerra.
Assim, mesmo sem uso de anotações escritas, este império construiu um sistema eficaz de contagem de seus recursos. 
 
ATIVIDADE

Você deve fazer um quipu contando os objetos que você tem em casa.
Para isto precisará de um barbante, ou outros cordões de cores diferentes (use canetinhas hidrográficas para pintar o barbante). 
Siga os modelos acima.
Cada cordão deverá enumerar o que você possui, por exemplo, use uma cor para contar quantos livros, ou brinquedos, CDs. 
Você também pode usar um cordão para contar quantas pessoas, ou a idade de cada pessoa.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Escola em tempos de pandemia

Estou vendo posts em redes sociais que criticam as escolas por se adequarem aos novos moldes virtuais em períodos de quarentena. Algumas escolas estão buscando se adaptar ao modelo EAD para que seus alunos não se prejudiquem. Os professores estão estudando e se aprimorando para dar aos alunos o melhor em tempos de contensão. 
Li que as escolas estão fingindo que ensinam. Não sei se preparar estudos dirigidos, gravar explicações, solicitar retorno de acordo com o que foi passado é tudo fingimento. Tenho dúvidas sobre isso. Professores com quem trabalho estão a todo vapor estudando e adaptando formas de transmitir conhecimento. Hoje mesmo, eu tive um encontro com meus alunos, enquanto eu explica, percebi a mesma dinâmica da sala de aula, uma aluna pergunta, outra faz comentário pertinente, e tem aqueles que sempre brincam. Não notei comportamento diferente do que tenho nas aulas presenciais.
Não sei se os pais estão percebendo como o processo pedagógico é complexo, e que aprendizado não é apenas ler ou ver isso, ou aquilo. Educação é mais que transmitir uma informação (por isso há faculdade para formar professores), educar é pensar como os educandos podem PERCEBER (não receber) o conhecimento, como podem refletir dentro de um mundo tão virtual, onde o fake se mistura com o real, ter a gana de investigar, questionar, interpretar. Educar é despertar no ser humano o gosto pela nossa mais impar habilidade, o pensamento.
Ainda ontem, eu li um outro post que vinha cheio de informações sobre o governo de D. Pedro II, e ao final dizia: "aposto que isso, o seu professor de história não te ensinou". Sinceramente, não sei que professor de história (de alunos do 8º ano do fundamental II e do 2º ano do ensino médio) não ensine sobre o governo de Pedro II (golpe da maioridade, guerra dos farrapos, guerra do Paraguai, parlamentarismo as avessas, leis e políticas abolicionistas, o espírito ilustrado do imperador e sua filha)? 
Este post me leva a pensar: Essa pessoa que postou isto, não prestou atenção em suas aulas no período escolar, e hoje, devido a rapidez de informação, conseguiu os dados que lhe interessaram e jogou na Rede. Outras pessoas, que terminaram a escola no mesmo espírito desinteressado, vão ler, (e como memória é seletiva) vão dizer que não aprenderam nada na escola (e que a culpa é do professor), e vão "retuitar" esse desrespeito aos profissionais que são os únicos responsáveis por, mais que dar uma informação, fazer questionar e refletir sobre o que se lê.
Curiosa essa nação brasileira que tanto elogia os países estrangeiros que valorizam seus professores, mas que critica os de sua pátria. Que não prestam atenção nas aulas, que não fazem lição de casa, que não vêm com a matéria estudada para aula. Acho que vivemos em uma era de possibilidade de cuspir informações, não preciso pagar um livreiro, ou trabalhar no jornal para escrever, basta escrever. Assim fica fácil dizer o que se pensa. E em uma geração que não reflete a informação (pois a preguiça é maior que o desejo de conhecer), qualquer informação se torna verdade, qualquer um se arvora em se considerar professor.
Espero que nesses tempos de pandemia, os leigos da pedagogia e docência valorizem mais os professores. Um professor é aquele que faz mais que estudar, mas como se expressou Sto. Agostinho, um professor é aquele que se coloca como alguém que ensina à medida que aprende e aprende à medida que ensina. 

quinta-feira, 9 de abril de 2020

A Guerra inútil

A 1ª guerra mundial foi chamada de a guerra que acabaria com todas outras guerras. Mas muito pelo contrário, esta foi a grande responsável por uma das guerras mais brutais, a 2ª guerra mundial. Pode-se ligar as duas guerras pelos mesmos propósitos, mas vestidos de nomes diferentes.
A 1ª guerra foi motivada pelos propósitos imperialistas de dominar territórios, manter colônias para desenvolver a corrida capitalista da industria. Esta guerra proclamava o nacionalismo como bandeira para unir a Prússia e Áustria no PANGERMANISMO. A 1ª guerra veio do período da paz armada, quando as nações envolvidas, Prússia (Alemanha), Itália, Áustria, Russia, França e Inglaterra se militarizaram, desenvolveram tecnologias um possível conflito. Esses países estavam ligados por alianças, A Tríplice e a Entente, afinal, uma nação não entraria sozinha em uma guerra para dominar o mundo.
Esses elementos da Grande Guerra continuaram até os primórdios da 2ª guerra. As nações derrotadas, Itália e Alemanha se ergueram com nacionalismo chamado agora de fascismo e Nazismo, e esses movimentos eram extremamente militaristas, e mantiveram a ideia de formar alianças.
A guerra que deveria terminar com todas as guerras, na verdade, deu as pegadas para uma guerra muito mais cruel, por exemplo, o nazismo na Alemanha que desejava se vingar das humilhações impostas no fim da guerra, o tratado de Versalhes, buscou e inventou culpados, os judeus, os comunistas e todos que representassem alguma ameaça ao nacionalismo (o Nazismo) para justificar a derrota. E nessa justificativa ocorreu o Holocausto, a grande chacina dos judeus, poloneses, russos, franceses, ciganos e comunistas.
Com o tal propósito de terminar todas as guerras, a 1ª guerra foi totalmente inútil. O espírito imperialista de possuir colônias para extrair matéria prima para industria continuou, pois Hitler defendia a ocupação de territórios que a Alemanha perdeu com o Tratado de Versalhes, defendendo a ideia de "espaço vital", e anexando a Áustria, ocupando os Sudetos, invadindo a Polônia e a Alsácia.
O militarismo, que na Grande Guerra foi chamado de "paz armada", continuou e arrebatou quase toda Alemanha. Hitler convocava jovens (a Juventude Hitlerista) que inspirados pela mensagem triunfalista e patriótica, o tal 3º Reich de 1000 anos (o grande império dos povos germânicos), além das expectativas de uma carreira militar, a defesa da pátria do povo alemão criou uma fidelidade dos jovens aos desejos lunáticos de seu Füher.
A ideologia do nacionalismo na 1ª guerra continuou também. Agora essa ideologia era promovida pelo Partido Nacional Socialista e combatia toda ideologia e arte internacional, capitalismo, comunismo, literaturas, filmes e quaisquer influências que não se enquadrassem naquilo que o Hitler entendesse como cultura ariana eram excluídas da nação.
Esses elementos destacados acima entraram como herança da 1ª guerra para a outra Guerra. Uma guerra para acabar todas as outras, virou a guerra para eclodir a maior de todas as guerras. Da 1ª guerra, uma Alemanha surge das cinzas e cheia de ódio. Uma Alemanha cega pela humilhação de Versalhes inventava inimigos em sua própria terra, os judeus.
A guerra foi inútil, pois além de não acabar com todas as guerras, acabou mal acabada. Praticamente todos problemas da Grande Guerra de 1914, estavam de volta com força na 2ª Guerra. Foi inútil porque despertou o espírito da estupidez, a cegueira de matar seus compatriotas, violentar e torturar as pessoas sem um único remorso, sem uma autocrítica. A guerra inútil criou pessoas enlouquecidas, motivadas por um homem fracassado, um político que era frustrado em seus projetos, essas pessoas que iradas trataram as minorias como descartáveis, os alemães concordavam com os guetos judeus, com os campos de trabalho (extermínio). 

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Comida dos fenícios (cartagineses) o povo do mediterrâneo

Quando falamos em história antiga do mediterrâneo lembramos primeiro dos gregos e dos romanos, ainda dos egípcios e assim também, não podemos deixar de lado o povo fenício. Os fenícios foram os grandes navegadores da antiguidade, entre suas lendas e histórias, eles teriam até mesmo se aventurado pelas navegações oceânicas mais de 1.500 anos antes dos portugueses.
Nessa tradição marítima os fenícios, eles se tornaram também grandes mercadores, e assim, muito dos alimentos mediterrâneos foram popularizados por eles, tanto em seu comércio, como na sua prática colonizadora.
De origem palestina, os fenícios se aventuraram de suas cidades costeiras (Tiro, Biblos e Sidom) para navegar e empreender pelo grande Mar (Mediterrâneo). Apesar de haver rios em sua terra, eles necessitavam de aumentar seus recursos como a prática de agricultura extensiva.
A alimentação fenícia, como muitos de sua época e região incluia: trigo para produção de pães e bolos, leguminosas como ervilhas, lentilhas, grão-de-bico, vagens e folhas. O óleo extraído da oliveira era largamente consumido para dar sabor, sendo consumido cru ou em algum cozimento. As frutas como figo, maçã, tâmara, uva, mandrágora, romã são alimentos leves e que de alguns deles, como a uva se produz o famoso vinho. As carnes bovinas e de caça também eram muito valorizadas, mas disputam espaço com os peixes.
Pesquisas indicam que a nobreza desse povo costumava consumir mais de 3 mil calorias diárias, indica-se também que eles não tinham alimentação balanceada, mas havia exageros em consumo de carboidratos.

Potência, limites e seduções do poder (resenha)

Marco Aurélio Nogueira é professor de política na UNESP, escreveu um livro para falar sobre o poder. O poder como instrumento para seduzir, aliás, o poder seduz por ser um instrumento de seduzir. Muitos querem ter poder para ter controle sobre pessoas, para ter a devoção dela, seduzi-las.
"...o poder perturba, leva pessoas à loucura, corrompe e alucina, mas também serve para que se movam montanhas e para que multidões dispersas se organizem."
Por ser algo tão paradoxal, o poder deve ser analisado para conhecer a organização das coisas e faze-las funcionar. Outro paradoxo do poder, analisado por Maquiavel é "os que desejam adquirir o que não possuem, ou os que desejam conservar as vantagens já alcançadas." A troca de poder, ou permanência pode fazer um empreendimento crescer e desenvolver (como é a história de sucesso contada sobre a empresa McDonald, pelo viés do filme "Fome de Poder"), ou o fracasso como foi a empresa Paes Mendonça que em 1999 teve de vender suas lojas de supermercado para quitar dívidas. https://www.folhadelondrina.com.br/geral/paes-mendonca-deve-vender-lojas-para-pagar-dividas-144936.html (18/04/1999).
Quando há muitos recursos em determinada empresa, a luta por poder é intensa, pois a gestão de grandes recursos é fonte de muito poder. Eis outro paradoxo, se deseja poder para se obter mais poder.
Poder é um assunto amplo, podendo-se assumir em várias esferas: político, econômico, religioso, amoroso etc. Nem sempre o poder é buscado para o ganho financeiro, embora este seja um dos lucros obtidos pelo poder. Em uma relação amorosa, a satisfação em ter outra (ou outras) pessoa(s) sob seu controle, lhe dá segurança. Ver seus desígnios revelados em alguém já é um fim para o qual se busca poder.

O PODER POLÍTICO
Política é a arena das ideias, dos valores, dos projetos sociais. Com a política se organiza a convivência, a resolução de conflitos. Mais que qualquer outra coisa, o poder na esfera política é fundamental para realização de um projeto.
Se alguém tem projetos, mas não tem poder político, seus projetos não se concretizam. O poder político, tanto pode ser política pública, ou privada, dá a quem detém a condição de por em prática, ou por em debate seu projeto. Para fazer algum projeto social funcionar precisa que o poder seja bem administrado. Quem não entende, ou não concorda com a política de um projeto não se engaja nele.
Na esfera da política pública, o poder se encontra nas mãos do Estado. Onde o aparato de governo está localizado. dali se mana o poder. O Estado usa a força para garantir o seu poder, quando esse é desobedecido, ou questionado. - Em uma república democrática até que se admite que aja questionamento ao poder, mas não para destruir o Estado. Aliás, é por meio de uma oposição ao Estado que, muitas vezes, se toma o poder e o inclina para um lado ou outro. - Aliás, a transição de poder é uma das forma de manter um Estado. A disputa por poder pode ser dentro da diplomacia, ou por meio da tomada abrupta de poder. Em um estado democrático e consolidado há maturidade para que as transições sempre se deem por meio do respeito de quem está no poder e quem disputa o poder. - Já a falta de maturidade é quando esse poder vai para um lado outro por meio de golpes, revoluções. Estes só existem porque os que estão no poder não aceitam a partilha, ou quando os que estão no poder abusam de seus privilégios.

Ascensão do totalitarismo

Após a 1ª Guerra, em 1918, o mundo experimentou um movimento democrático, sobretudo na Europa, mas que teve seus ideais irradiados para o mundo. Repúblicas, democracias, sufrágio mais justo, direitos das mulheres.
Nas Artes, o Modernismo explodia, em 1922 no Brasil ocorreu a Semana de Arte Moderna com um apelo nacionalista e inovador. Na Europa, o cubismo, dadaísmo, futurismo e outros também.
Quanto à economia, o liberalismo ganhava força, sobretudo com a liderança dos EUA que, após a Grande Guerra, se tornava o grande credor do mundo. Mas isso foi só por quase uma década, pois em 1929 com a Queda das ações da Bolsa de N.Y. o liberalismo econômico, que pregava que o capitalismo se auto regularia (como uma "mão invisível"), sem a intervenção do Estado, este modelo perde força para o Keynesianismo (doutrina econômica que afirmava a importância do Estado em combater os excessos dos capitalistas que sem regulação provocaram a grande crise de 1929).

Esse novo modo de política, arte e economia provocou, sobretudo na Itália e na Alemanha (países derrotados na Guerra Mundial) um movimento de defesa nacional. Na Itália o Fascismo, na Alemanha o Nazismo. Esses movimentos eram defensores de tradições nacionais, diziam que essas (duas) nações deveriam lutar por voltar aos seus triunfos do passado. Além de se auto afirmarem defensores do modo de vida nacional, combatiam o capitalismo liberal e o comunismo internacional. Queriam um estado soberano que estivesse presente na vida das pessoas.
Esses movimentos criticavam os movimentos internacionais citados acima e defendiam que o Estado traria ordem.
O Fascismo e o Nazismo se fiavam na classe média, além dos grandes proprietários de terra e na burguesia nacional. Com a ascensão de Mussolini (na Itália) e depois Hitler (na Alemanha), o Estado criou leis de proteção aos empregos, e sobretudo, ambiente favorável ao desenvolvimento de grandes empresários de suas pátrias.
Na contra-mão da democracia, o fascismo e o nazismo (assim como o socialismo soviético de Stalin) defendiam que um regime totalitário (ou seja, ditaduras) seria a maneira viável de resolver problemas como inflação, balbúrdia (os movimentos artísticos eram criticados, o movimento feminista colocava a mulher fora do papel de mãe e mulher recatada do lar, além das liberdades individuais que eram criticadas por aqueles que defendiam os valores da família tradicional).
Os regimes totalitários, quando chegaram ao poder (1922 na Itália, 1933 na Alemanha), para se manter, precisavam guiar suas nações dentro de suas doutrinas. Mas nem todos aceitaram esse controle, sobretudo os adeptos da vida liberal, membros dos partidos comunistas, minorias de estrangeiros; daí, o uso de recursos como a propaganda, para a criação de um inimigo (o liberal, o comunista, o estrangeiro). Contava-se à população sobre ter medo e ódio de tudo que combate a Pátria (Estado) e aqui colocamos esses grupos opositores. Não ler textos que se enquadravam no perfil do inimigo, não ouvir música, não valorizar artes etc. Se opor ao Regime do Estado era ser um inimigo da nação.
O caso que teve maior repercussão foi o anti-semitismo do nazismo, embora tenha existido xenofobia contra poloneses, ciganos, franceses, russos, chineses (no caso do Japão imperial), contra maçons, algumas seitas evangélicas, marxistas, ateus, ou seja, como já foi dito, tudo que se enquadrasse no perfil do inimigo.
Assim, era inevitável que esse totalitarismo não provocasse uma guerra, com veio a acontecer, pois a manutenção da ideologia fascista e nazista se fazia valer do orgulho nacional, e uma guerra contra quem quer que fosse, seria um mote para internalizar no povo o sacrifício em prol do Estado. 

sábado, 29 de abril de 2017

O que foi a democracia na História

Democracia é um conhecido sistema político no qual o poder emana do povo. Esse modelo é dado como tendo seu início na Grécia no século VI a.C. Mas a democracia grega possui inúmeros pontos que seriam considerados antidemocráticos,o historiador Childe afirma que apenas 10% da população da Atenas democrática tinha dos direitos de cidadania, mulheres, estrangeiros, escravos e menores de 20 anos.
A democracia terá um upgrade para a forma como conhecemos hoje com os movimentos burgueses, iluministas e socialistas no decorrer da história. Já na Baixa Idade Média, os ingleses, por séculos, promoveram grandes avanços para a democracia. A Carta Magna (1215), a Petição dos direitos (1628) e a Declaração dos Direitos (1689) foram documentos que pouco a pouco limitava o poder de um soberano sobre todos, e diluia esse poder na maioria, inicialmente, claro, isto era um benefício de classes com o poder financeiro que crescia enquanto o feudalismo decaia. Mas a maior parte da população, o campesinato continuava alijada das decisões. Documentos semelhantes a este, que davam a uma classe mercantil o poder, se espalhavam pela Europa; as cartas de franquia, essas eram acordos entre burgueses e reis que passava-se a autoridade de uma classe burguesa de determinada cidade, reunida em assembléia que criava leis.
Durante a Reforma Protestante, essas cartas de franquia serviram de base para afastar o controle da Igreja Católica das cidades que assim desejassem. Um exemplo disto são os principados alemães que aderiram ao luteranismo e alguns cantões suíços como exemplo de Genebra que aderiu ao calvinismo.
Mais tarde, no século XVIII, os pensadores iluministas, trouxeram mais força para o conceito de democracia, tanto que ao se falar no tema, lembramos de conceitos iluministas como separação de Estado e Igreja, divisão dos poderes políticos, liberdade de expressão e iniciativa.
Ainda no século XVIII revoluções como a americana (1774) e francesa (1789), influenciadas pelos iluministas, mostraram ao mundo que muito poderia ser alcançado pelo iniciativa popular. No Brasil, as inconfidências, Mineira (1789) e a baiana (1798) também sofreram essas influências, aliás, foram as ideias e revoluções do século XVIII que motivaram as lutas por independência em toda América espanhola.
Foi também com eventos como a Revolução francesa que a democracia ganhou força para questionar, agora, o poder da própria burguesia, que aderiu ao iluminismo, liderou as revoluções e inconfidências citadas. Na linha chamada socialismo utópico, tivemos pessoas que entendiam que as liberdades burguesas não poderiam se sobrepor ao povo em geral, mas deveria haver um controle de respeito e isonomia e isocracia de todo povo, na França eles foram chamados de Sans-cullotes. Foi ainda nessa pegada, influenciados agora pela Revolução Industrial do século XIX, que pensadores como Marx e Engels desenvolveram o que veio a ser chamado de socialismo científico, que não pensava apenas em buscar um respeito da burguesia para com o operariado, mas com a experiência de como funcionava então a economia, com o nascente capitalismo, criticaram esse modelo promovendo uma revisão dessa forma de produção. Analisando a história, Marx concluiu que desde o começo dos tempos humanos, a história das sociedades é a história das lutas de classes, senhores do poder contra os que deste estão afastados.
No século XIX, as ideias e revoluções assim desenvolvidas, também deram forças para a chamada Primavera dos povos, quando as nações europeias combateram as antigas monarquias nacionais, quando o espírito nacionalista e positivista "empoderou" a camada operária e burguesa para transformar o mundo naquilo conhecemos hoje. No século XX tornou-se normal a exigência por direitos de cidadania. Se tornou natural achar absurda a escravidão, exigir respeito mútuo entre patrões e empregados, e considerar-se parte do governo, ou melhor, considerar que o governo foi criado pelo povo, e para o povo, estendendo-se amplamente a ideia de democracia.
Perceba que democracia não é um sistema que nos veio concluído da Grécia Antiga, nem que se oficializou no Iluminismo, mas que é o fruto de contínuas conquistas populares. Teve carácter aristocrático (vide tantos limites que se dava ao grego para ser cidadão), carácter burguês, com as revoluções inglesas, francesas e industriais, mais para o século XIX caminhou com um perfil socialista de ganhos de direitos a todos trabalhadores.
Mas não parou nisto. No século XX ainda novas ideias modificaram a democracia, o movimento feminista, a luta por direitos civis dos negros. No fim do século XX e no raiar do XXI os direitos de homossexuais entraram em pauta. E podemos prever que cada vez mais grupos que possuem limites em sua condição cidadã irão se levantar para a mais ampla e irrestrita democracia.
A democracia deve ser caracterizada por um contínuo construir de direitos para todos e deveres para com todos. Nas sociedades democráticas modernas se vê muita bagunça que também incomoda, mas se vê a liberdade de ser humano. Em sociedades autoritárias onde a ordem prevalece, se vê a rigidez contra a bagunça, mas se vê a desumanização no espaço público. Como disse Churchill, Democracia é a pior forma de governo, depois de todas as outras.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Modelo de um Reino, seus ducados, condados e marcas

Acima temos um modelo fictício de um reino, seus ducados, condados e marcas.
A origem europeia e medieval dessa estrutura de território vem seguida dos dias do Imperador Carlos Magno.
Quando coroado imperador do Sacro império Romano, ele, Carlinhos dividiu várias de suas posses europeias aos seus chegados (conquistadores militares, bons administradores, inimigos reconciliados etc). Isto para melhor gerir seu império; afinal, um grande território ficaria mais fácil de ser administrado e controlado com líderes locais submetidos à uma estrutura hierárquica.
Cada pessoa recebeu com sua terra, um título. Assim, foi surgindo o título nobilitário, ou seja, os nobres.
Essa divisão hierárquica segue assim:
Mediante um processo de juramento, uma solenidade de enfeudalização, o superior, senhor, ou suserano, concedia um FEUDO ao seu inferior, vassalo.
O feudo consistia muito mais que uma terra, como é comum afirmar. O feudo é um compromisso, uma honraria que é concedida para alguém. Tanto pode ser uma simples porção de terra, como era também um título, um dever, um presente.
Nesse processo, era feito um ato solene de compromisso (HOMENAGEM), tanto do suserano, quanto do vassalo. Que não seja esquecido o importante fato, a Igreja católica mediava essa cerimônia, assim, além, estava acima de todos, pois apenas sob sua autoridade os contratos feudais eram feitos.
O suserano prometia proteção e a manutenção daquele feudo ao seu vassalo, em contra partida, o vassalo prometia servir ao seu senhor.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

É feriado!!!

Quando um feriado cai num sábado, ou pior, num domingo, só se vê gente reclamando: não podia ser na segunda? E a turma da escola é quem mais comemora quando os feriados caem nas terças ou quintas. Sim, ficar feliz com um feriado prolongado é um desejo natural de uma pessoa que tenha folga das obrigações que demandam esforço. Raros são aqueles, que mesmo que gostem do seu trabalho, reclamem que tem um feriado.
Mas tem quem reclame? Tem sim. Basta assistir ao jornal que noticia um tal feriado. Os jornais sempre abordam sobre como o povo se sente feliz e quais os planos que eles têm para esses amados dias, mas também sempre noticia os prejuízos financeiros do comércio e da industria quando ficam sem sua força de trabalho. Contabiliza-se o financeiro para mostrar a perda de dinheiro que ocorre com o feriado. Assim, parece que aquela notícia tão alegre tem de ter um gostinho amargo no final.
Assistindo uma reportagem sobre esse tipo de notícia, um trabalhador disse: "Gostoso a gente ter um feriado, é muito bom a gente ter uns dias para descansar. Mas para o país, eu entendo que, é um prejuízo muito grande." Estamos tão acostumados com essas falas que nem mesmo questionamos o seu sentido. Veja, ele usa a palavra PAÍS como uma entidade separada da palavra GENTE. Nessa fala, nós não somos o país. Nesta fala, país é o PIB, e nós, a GENTE, parece que estamos indo contra a maré do PAÍS.
Vivemos tão acostumados com essas falas que alguns até ficam preocupados com as perdas financeiras. Será que é para ficarmos mesmo tão preocupados? Bem, claro que se as empresas e órgãos têm prejuízo, eles iram repassar isso nos preços dos produtos finais que consumiremos. Mas isso, porque se entende que é um direito capitalista e democrático a liberdade de ganhar dinheiro. E que os demais, assalariados devem trabalhar duro para melhorar de vida se quiserem colher também os frutos do capitalismo. - O que na verdade não ocorre com boa parte da população das classes C e D, que trabalham duro, mas não têm ganhos significativos no final das contas.
Mas se invertermos um pouco a fala daquele cidadão entrevistado? Aliás, se mostrarmos que somos cidadãos, que o PAÍS é a GENTE, que o fim de todo trabalho não é gerar lucro, mas aproveitar a vida como se deseja. Poderíamos definir aqui qual é o fim de nosso trabalhar, o porquê de fazermos isso.
Das opções a baixo, escolha qual lhe parece adequada a definição de trabalho que você acredita
1- como já nos é dado, trabalhamos para gerar lucro, para nós e para o PAÍS.
2 - trabalhamos porque o trabalho enobrece o Homem (Ben Franklin)
3 - trabalhamos porque o PAÍS nos obriga a isso se desejarmos ter algum direito.
4 - trabalhamos porque queremos e o trabalho nos dá, DIRETAMENTE, o prazer que buscamos.
Acredito que o leitor vai escolher a ideia que mais lhe parece justa, mesmo que essa sua escolha não seja a realidade que lhe é apresentada. Mas qual é a finalidade desse texto? Acabar com o trabalho?
Não!
Mas, criar um ruido, interferir em sua aceitação pronta de que a finalidade do seu PAÍS é de gerar PIB. Fazer você lembrar que você é humano, com uma mente que criou o lazer, que trabalha não para dormir e trabalhar mais, você trabalha para obter aquilo que lhe dá prazer.
Esse texto serve para você lembrar, da próxima vez que ouvir esse tipo de notícia, que você não deve viver para gerar números que mal chegam no seu bolso. Esse texto serve para você lembrar que seu esforço tem que ser recompensado, na hora que sai do trabalho, na hora que acorda num feriado.
Serve para lembrar que seu trabalho, como a maioria, não é recompensada justamente pelo PAÍS que lucra ou perde com o feriado. Pois quando você sai do trabalho enfrenta um trânsito pontencializado pelo PAÍS  que não usa esse PIB para melhorar a vida da GENTE (E isso, é só um exemplo).

terça-feira, 13 de setembro de 2016

É golpe?

Golpistas não gostam de serem chamados de golpistas, assim como racistas não gostam de serem chamados de racistas. Mas o fato de não gostar de assumir minhas atitudes não me exime de ser o que as ações demostram.
Os golpistas argumentam que não há nada de ilegal no impeachment da presidenta Dilma, assim não houve golpe. Pois golpe seria um ataque à legalidade, uma deposição forçada e uma imposição inconstitucional de um outro governo.
Primeiro, deste modo, os pró impeachment assumem que em 1964 houve um golpe, visto que Goulart foi deposto por uma ação orquestrada dos militares, quando o senador Auro Andrade numa ação inconstitucional declarou vaga a presidência da república e iniciou o processo do regime militar no Brasil.
Mas, segundo, o que é golpe? Refiro me ao sentido da palavra. Quem estabeleceu o sentido oficial? As palavras são, pela sociedade, carregadas de sentido, esvaziadas, ressignificadas. Assim sendo, golpe é aquilo que a população diz que é. Shakespeare diz que as coisas têm nomes aleatórios, Lewis Carol diz que as palavras têm exatamente o sentido que eu quero que tenham. Deste modo, se a população diz que é golpe, é golpe; e os dicionários e códigos jurídicos que se virem para se adaptar.
Bem, falando nisto, vamos pensar sobre o uso de termos. E eu escolhi dois termos, DEMOCRACIA e GOLPE.
Quero apresentar um pequeno resumo sobre como esses termos podem ser vistos na história.
Democracia - damos aos gregos o mérito dela, quando estudamos a história da Grécia afirmamos que foram eles quem desenvolveram a democracia. 
Em Atenas, Dracon, Solon e Clístenes implantaram o que conhecemos como democracia. Um sistema de governo que os líderes são eleitos pelos cidadãos e as decisões são tomadas por eles também, e a palavra final é de acordo com a vontade da maioria.
Mas em Atenas tinha um problema, somente os homens livres que soubessem ler eram parte da democracia. Aqui, se fossemos ser chatos, poderíamos dizer que não existia democracia em Atenas, pois DEMOS é a palavra grega para povo e como poderia ser democracia se o povo feminino e o povo iletrado ou escravo ficavam fora da democracia?
Mas vamos a diante, a sociedade cristã primitiva, essa também desenvolveu a ideia de democracia em suas decisões. Quando era para se escolher o bispo de uma paróquia, eram os membros da paróquia que decidiam, inclusive a escolha do Papa cabia à população da cidade de Roma. 
Mas isso muda durante a Idade Média e a cristandade coloca sobre os cardeais essas decisões, somente os protestantes voltam com essa ação democrática.
Como desenrolar do protestantismo, surge o iluminismo com a democracia.
A democracia que existe no século XXI já não é mais igual a democracia ateniense, nem mesmo idêntica à democracia iluminista, mas é uma democracia influenciada pela Declaração de independência dos EEUU, pela Revolução Francesa, por Gandhi, por Martin Luther King Jr. etc.
Assim, a democracia que vivemos hoje, não é a democracia grega, nem iluminista, mas e a democracia das constantes conquistas populares em adentar nas decisões políticas.
Por exemplo, aqui no Brasil, quando nos tornamos independentes, na Constituição de 1824 ficou estabelecido que ao povo caberia as eleições dos deputados. Mas para elege-los era necessário ter 100 mil contos de réis, e os ex-escravos só podiam votar, não podiam ser votados. Depois, na Constituição republicana de 1891, a democracia só atingia aos letrados. - Veja que democracia não pode ser um termo visto como absoluto, mas dentro de uma realidade temporal e local.
Para falar de Golpe, vamos nos referir a momentos na história que uma instituição governamental foi trocada, pela força das armas, ou por manipulação das leis.
Viajemos ao Antigo Egito, na 18a dinastia, e conheçamos Hatshepsut, grande faraona que com poder de manipulação governou no Egito deixando seus esposos, legítimos faraós como figurantes, poderíamos dizer que ela fez um golpe, usando a maquina da persuasão. Em Madagascar, no século XIX temos a rainha Hanavalona que tomou o poder, visto que seu falecido marido, Hadama, não deixou filho homem, ela ilegalmente assume como rainha governante, assim como a rainha Vitória, aliás, com quem ela se identificava.
Constantino, faz guerra aos seus oponentes, e se consolida como imperador romano, os americanos, dão um golpe na coroa britânica e criam a republica dos 13 estados que ficaram unidos. Depois a Revolução francesa dá um golpe em Luis XVI, o século XIX é um período de sucessivos golpes, na Europa e na América Latina., Século XX temos a revolução mexicana, russa, cubana, chinesa, os golpes militares e golpes fascistas, no século XXI, temos a Primavera Árabe com seus golpes, contra os ditadores e regimes oligarquicos.
Assim, comparando, vários deles eram diferentes, mas todos foram tomadas de poder contra um líder.
Golpistas, gostem ou não, a presidente Dilma foi em 2016 retirada por manipulação de massas e leis. E basta estudar o direito para entender que leis não são absolutas, mas são passíveis de interpretação, assim, os homens que interpretaram as leis, interpretaram de acordo com suas motivações políticas, como vários assumiram. Dilma foi deposta, legalmente, mas nem por isso, ser dentro da lei, deixa de ser golpe, o golpe no Brasil do século XIX foi feito por meio de articulistas e manipuladores de votos para assumir constitucionalmente o poder no lugar da autoridade.
Golpe é golpe, seja por armas, ou por votos.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Atividade, Brasil colonial para o 3o ano

1 - realizar a leitura do codumento ( a integra também pode ser conseguido:http://www.olinda.pe.gov.br/a-cidade/historia/foral-de-olinda#.V07hzfkrLIU)
2 - perguntar sobre como o documento pode apontar a visão colonial da Europa. O batismo da terra como Nova luzitânia, a implicita declaração de que o rei, por meio do Governador geral doa partes da colônia a quem quer.
3 - Abordar aspectos do que vem a ser colonia de exploração:
  1. Latifúndio, as terras eram distribuídas em enormes propriedades agrícolas.
  1. Monocultura: toda a produção era para suprir as necessidades do mercado exterior.
  1. Havia um produto principal e toda produção acontecia em torno dele (caso do açúcar, café e borracha no Brasil).
  1. Esquecimento do mercado interno, com enfraquecimento das atividades comerciais.
  1. Trabalho escravo, com utilização dos negros.

Industrialização: o governo estimulava o desenvolvimento de indústrias em seus territórios. Como o produto industrializado era mais caro do que matérias-primas ou gêneros agrícolas, exportar manufaturados era certeza de bons lucros.
Protecionismo Alfandegário: os reis criavam impostos e taxas para evitar ao máximo a entrada de produtos vindos do exterior. Era uma forma de estimular a indústria nacional e também evitar a saída de moedas para outros países.
Pacto Colonial: as colônias européias deveriam fazer comércio apenas com suas metrópoles. Era uma garantia de vender caro e comprar barato, obtendo ainda produtos não encontrados na Europa. Dentro deste contexto histórico ocorreu o ciclo econômico do açúcar no  Brasil Colonial.
Balança Comercial Favorável: o esforço era para exportar mais do que importar, desta forma entraria mais moedas do que sairia, deixando o país em boa situação financeira. (http://www.suapesquisa.com/mercantilismo/)

Tratar do absolutismo português:
O absolutismo em Portugal
Se é verdade que a formação dos Estados modernos na Europa tendeu ao modelo absolutista, o pequeno reino de Portugal foi, sem dúvida, o pioneiro. Após a ascensão da dinastia de Avis, em 1385, Portugal alcançou um grau de centralização politica maior do que qualquer reino europeu da época.

Em Portugal, diferentemente do que ocorreu na França e na Espanha, a resistência da nobreza ao poder real foi bem menor, em especial porque ela foi integrada ao processo de expansão marítima do século XV, beneficiando-se de cargos e rendas provenientes das conquistas ultramarinas. Assim, a nobreza e a burguesia mercantil se aliaram, sob controle da Coroa portuguesa e em proveito do poder real. (http://monarquia-absolut.blogspot.com.br/2013/04/o-absolutismo-em-portugal.html) 
 Mercantismo;
Metalismo: o ouro e a prata eram metais que deixavam uma nação muito rica e poderosa, portanto os governantes faziam de tudo para acumular estes metais. Além do comércio externo, que trazia moedas para a economia interna do país, a exploração de territórios conquistados era incentivada neste período. Foi dentro deste contexto histórico, que a  Espanha explorou toneladas de ouro das sociedades  indígenas da América como, por exemplo, os maias, incas e astecas.





Questão 3 aborda a questão indígena, que não era considerado o senhor da terra, mas selvagens.
Ao analisar os documentos que descreveram os povos ameríndios pela visão do colonizador português no século XVI, percebe-se que autores como: Caminha, Vespúcio, Gândavo, Soares de Sousa e Vicente de Salvador, e ainda, Lery, Staden, d’Evreux e Carrilho, todos eles, ao se depararem com um indivíduo diferente da realidade europeia, têm em sua descrição sobre o nativo, uma construção da imagem de um indivíduo e uma sociedade que justificará o processo colonizador de dominação e conversão dos índios brasileiros ao modo de vida europeu.
Aquilo que o nativo americano passa a ser pela descrição feita pelos autores citados, graças à ausência de informações históricas dos próprios nativos, será a imagem perpetuada do chamado índio. E a visão que se produziu deste índio foi a de um indivíduo e, ou sociedade que permaneceu “na estaca zero da evolução, eram (...) fósseis vivos” , ou seja, se em plena era das Descobertas e Conquistas marítimas, a população nativa da América não possuía o desenvolvimento de civilização europeu, poder-se-ia considerar que estes povos permaneceram na eterna infância primitiva, parados no tempo. Citando Varnhagen, “de tais povos na infância não há história”.
A descrição de um povo que estava distante do modelo luso-cristão poderia ser entendida como uma chamada ao reino de Portugal para que no processo colonizador, salvasse as almas ainda sem Deus. Giucci (1993) apresenta que na visão do colonizador, os índios não possuíam Fé, Lei e Rei, assim sendo, também desprovidos de senso de justiça e civilização naturais para os cristãos portugueses.

TRANSLADO DO FORAL DE OLINDA

CARTA DE DOAÇÃO DE 12 DE MARÇO DE 1537

Duarte Coelho, Fidalgo da Casa de El-Rei Nosso Senhor, Capitão Governador destas Terras da Nova Luzitania por El-Rei Nosso Senhor.

No ano de 1537 deu e doou o senhor governador a esta sua Vila de Olinda, para seu serviço e de todo o seu povo, moradores e povoadores, as cousas seguintes: Os assentos deste monte e fraldas dele, para casaria e vivendas dos ditos moradores e povoadores, os quais lhes dá livres de foros o isentas de todo o direito para sempre, (...) isto será nas campinas para pacigo (pasto), e as reboteiras de matos para roças a quem o conselho as arrendar,(...) as terras dadas a Rodrigo Álvares e outras pessoas.
O rossio que está defronte da Vila para o sul (...), o qual o dito Senhor Governador alimpou para sua feitoria e assento dela, (...) que está abaixo do caminho que vai para Todos os Santos.
Os varadouros que estão dentro do recife dos navios e os que estiverem pelo rio arriba dos Cedros e de Beberibee todo o varadouro que se achar ao redor da Vila e termo dela serão para o serviço seu e do seu povo.

Isto foi assim dado e assentado pelo dito Governador e mandado a mim Escrivão que disto fizesse assento e foi assinado pelo dito governador a 12 de março de 1537 anos.

Questões
1 – Pela estrutura do texto, que se pode extrair sobre o conceito de território na visão europeia?
2 – Qual relação desse texto com o sistema absolutista e mercantilista?
3 – Qual povo está completamente desconsiderado pela visão portuguesa?

terça-feira, 5 de abril de 2016

Capitalismo, resumo e atividade com música

Working Class Hero

As soon as you're born they make you feel small
By giving you no time instead of it all
Till the pain is so big you feel nothing at all
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be

They hurt you at home and they hit you at school
They hate you if you're clever and they despise a fool
Till you're so fucking crazy you can't follow their rules
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be

When they've tortured and scared you for twenty odd years
Then they expect you to pick a career
When you can't really function, you're so full of fear
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be

Keep you doped with religion and sex and TV
And you think you're so clever and classless and free
But you're still f… peasants as far as I can see
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be

There's room at the top they are telling you still
But first you must learn how to smile as you kill
If you want to be like the folks on the hill
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be

If you want to be a hero, well just follow me
If you want to be a hero, well just follow me
Herói da Classe Trabalhadora

Logo que você nasce, fazem você se sentir pequeno
Não lhe dando coisa alguma, nem sequer tempo
Até que a dor é tão grande, você não sente mais nada
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser

Magoam você em casa e te batem na escola
Eles te odeiam se você é esperto, desprezam se é tolo.
Até você ficar tão louco e não consiga seguir as regras deles
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser

Após te torturarem e assustarem por vinte poucos anos,
Então esperam que você escolha uma carreira,
Quando vc não consegue mais fazer, está cheio de medo.
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser

Mantendo você dopado com religião, sexo e TV
Você pensa que você é tão esperto, sem classe e livre
Mas você é apenas um plebeu f... até onde consigo ver.
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser

Há um lugar ao sol, eles continuam a te dizer
Mas antes você deve aprender como sorrir enquanto mata.
Se você quer ser como o povo do topo do monte
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser

Se quiser ser um herói, bem, apenas me siga
Se quiser ser um herói, bem, apenas me siga.